sábado, 6 de julho de 2013

Empresa Israelense desenvolve câmera de leitura para pessoas com deficiência visual

Uma "startup" israelense desenvolveu um sistema de câmera capaz de
permitir que pessoas com deficiência visual possam "ler" com
facilidade.

Utilizando o dispositivo, a israelense Liat Negrin entrou em uma loja
de conveniência, pegou uma lata de vegetais e leu com facilidade o
rótulo usando uma câmera simples e discreta acoplada aos seus óculos.
Ela tem "coloboma", um defeito congênito que causa uma perfuração na
estrutura do olho e atinge aproximadamente uma em cada 10.000 pessoas.

Até agora, os recursos para ajudar a leitura de deficientes visuais e
cegos não passavam de dispositivos incômodos que reconheciam textos em
ambientes controlados ou, mais recentemente, aplicativos de software
em smartphones com recursos limitados.

A OrCam, por outro lado, é uma câmera pequena, usada de forma muito
similar ao Google Glass, que se conecta por meio de um pequeno fio ao
computador compacto, desenvolvido para caber no bolso do usuário. O
sistema é acoplado aos óculos do usuário com um imã e usa um
alto-falante de condução óssea que garante nitidez na leitura das
palavras ou objetos apontados pelo usuário.

O sistema foi desenvolvido para reconhecer e falar "texto
in-the-wild", termo utilizado para descrever artigos de jornais,
números de ônibus e objetos como pontos geográficos, sinal de trânsito
e rostos de amigos. Atualmente, o dispositivo reconhece textos em
língua inglesa. Além disso, o OrCam praticamente não necessita de
controle ou interface de usuário. Para reconhecer um objeto ou texto,
basta apontar para o ele com o dedo e o dispositivo analisa o
ambiente.

"O que é mais surpreendente é que o dispositivo aprende com o usuário
a reconhecer novos produtos", destaca Tomaso Poggio, cientista da
computação no M.I.T., especialista em visão por computador. Esta
semana, os óculos começarão a ser comercializados no site da empresa
por U$ 2.500, aproximadamente o preço de um aparelho auditivo.

Apenas nos EUA, 21,2 milhões de pessoas acima dos 18 anos possuem
algum tipo de deficiência visual, incluindo doenças da idade, defeitos
e doenças congênitas, de acordo com uma Pesquisa de Saúde Nacional do
Centro Nacional de Estatísticas da Saúde do país.

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