domingo, 29 de maio de 2011

Por que as ligações de celular caem quando você está em movimento?

Para entender por que uma ligação do telefone celular simplesmente cai, é preciso ter em mente um fato importante. O crescimento do número de aparelhos no Brasil é vertiginoso e constante. Hoje existem mais celulares do que habitantes no Brasil. Por outro lado, não há investimento na qualidade de serviço que acompanhe essa demanda. Ou seja, se fôssemos resumir em um parágrafo, uma ligação de celular simplesmente cai por falta de infra-estrutura.
 
São diversos os fatores que podem derrubar uma ligação. E podemos dividi-los em duas categorias: quando você está parado ou em movimento. "Quando a ligação cai e a pessoa está parada são duas causas principais: sobrecarga da rede ou interferência", explica Marcelo Zuffo, professor de Engenharia de Sistemas Eletrônicos da USP.

A rede de celular funciona em uma estrutura em malha. São diversas torres; cada uma delas é responsável pelas ligações feitas em um certo raio de distância e suporta determinado número de usuários. Se este limite for excedido, sim, algumas pessoas simplesmente vão perder a ligação. Ou seja, quanto mais pessoas usam uma torre, menor é a área de alcance dela.
 
Mas para que não haja áreas sem sinal, esses círculos normalmente se encontram, ampliando a cobertura. A questão é que essas áreas de cobertura não têm o mesmo tamanho entre elas e nem sequer têm uma dimensão fixa. Elas flutuam e se modificam com a freqüência e o número de ligações sendo feitas ao mesmo tempo naquela região."Essas torres tem capacidades diferentes e as vezes elas são mal dimensionadas e criam áreas de sombra, áreas onde não existem conexão de telefonia. Se a pessoa está em movimento ela pode, por exemplo, ir de uma área com muito sinal para uma de sinal mais fraca", afirma Marcelo Zuffo.

Outro grande "derrubador" de ligações celulares são as interferências. E elas podem vir de todos os lados. Qualquer tipo de aparelho eletrônico pode ser um emissor eletromagnético. Normalmente, os aparelhos não compartilham freqüência com os celulares mais novos, mas isso ainda acontece muitas vezes e deixa muita gente sem sinal.
 
Diferente dos Estados Unidos e da União Europeia, a Anatel, órgão regulador das telecomunicações no Brasil, não homologa aparelhos eletrônicos que geram interferência nos telefones celulares. "O Brasil não tem uma regulação na área de interferência eletromagnética tão boa como outros países. As interferências são diversas, um ar condicionado, um microondas ou uma fábrica", explica Zuffo.

Pode até parecer brincadeira, mas a única coisa que nós, usuários, poderíamos fazer para evitar que as ligações caíssem seria falar parado e longe de qualquer fonte de interferência. Deixando o absurdo de lado, seria bom se as operadoras nacionais investissem adequadamente, para que tivéssemos um serviço um pouquinho melhor.

A diferença de qualidade no serviço de operadora para operadora não é mito. Existe mesmo. Nos Estados Unidos, por exemplo, um estudo recente mostrou que os clientes da AT&T sofrem muito mais com quedas de ligação que os clientes da Verizon.

 

Fonte: olhar digital

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Internet não cresce no Brasil há quase três anos, aponta pesquisa

    De acordo com o estudo, o uso da banda larga cresceu no país sem o aumento no percentual total de internautas            
 
Uma pesquisa realizada semestralmente pela F/Nazca com apoio do Datafolha divulgada nesta quarta-feira (18/5) aponta que o percentual de brasileiros com mais de 16 anos que têm o costume de acessar a internet permanece em 47%, o mesmo valor observado em março de 2008.

No entanto, o mesmo período viu um aumento expressívo no uso da banda larga, com um aumento de 12% para 29% da população. Além disso, a parcela dos internautas que utiliza a internet diariamente subiu de 32% para 44%.

O estudo também observou que, em pouco mais de um ano, o acesso à internet via dispositivos móveis dobrou no país, chegando a 9% da população. O crescimento é creditado, principalmente, aos jovens entre 16 e 24 anos de idade. Desde agosto de 2009, cerca de 7 milhões de brasileiros também incorporaram o hábito de fazer compras pela internet.

Para o diretor nacional de planejamento da F/Nazca, José Augusto Porto, uma das barreiras que ainda evita a entrada de mais brasileiros na internet são os altos preços da conexão no país. "O barateamento espontâneo dos pacotes de internet rápida parece não ter dado conta de fazer crescer o bolo", afirmou o executivo.